Resumo
A raça que carrega a Alma Sombria. Você é um deles.
Quem são
Os humanos são uma das quatro grandes raças da lore, e todo personagem jogável é um humano tocado pela maldição dos mortos-vivos.
Como os deuses, variam de tamanho e aparência, mas costumam ser os menores. O que os torna humanos é um fragmento da Alma Sombria, a Humanidade, que aparece como uma pequena sombra negra de olhos brancos.
Origem
Os humanos descendem do Pigmeu Furtivo, o Lorde esquecido que encontrou a Alma Sombria. Por isso sua natureza está ligada à Escuridão, e eles conseguem resistir ao Abismo.
Quando o fogo enfraquece, surge a maldição dos mortos-vivos. Quem é marcado não morre de verdade, mas perde um pouco de si a cada morte.
Sorte
Graças à Alma Sombria, os humanos têm sorte, uma pequena influência sobre o acaso que as outras raças não têm. No jogo, a Humanidade também melhora a descoberta de itens e as defesas contra estados negativos. Veja Humanidade.
A centelha que veio do escuro
Para entender os humanos, é preciso voltar ao fundo do mundo. Quando a Primeira Chama surgiu, quatro seres encontraram almas de Lorde perto dela. Três são famosos: Gwyn, a Bruxa de Izalith e Nito. O quarto quase ninguém lembra. É o Pigmeu Furtivo, e foi ele quem achou uma alma diferente das outras, a Alma Sombria.
Fextralife e Fandom contam a mesma história a partir das falas de Kaathe. O pigmeu tomou essa alma e esperou o fogo se apagar. Com ela, ergueu a raça dos homens e amarrou a natureza deles à Escuridão. Por isso a Fextralife resume que ele dividiu a Alma Sombria em fragmentos para que os humanos pudessem viver, e a Fandom chama o pigmeu de progenitor da humanidade.
Cada humano carrega um desses fragmentos. É ele que dá forma verdadeira e sanidade à pessoa, segundo a Fextralife, e é ele que separa o humano de qualquer outra criatura de aparência humana no mundo de Dark Souls, segundo a Fandom. Veja O Pigmeu Furtivo e A Alma Sombria.
O espírito negro que chamamos de humanidade
No jogo, esse fragmento aparece como um item. O texto oficial da Humanidade diz que ela é um raro e diminuto espírito negro encontrado em cadáveres, que pode ser usado para obter 1 humanidade e recuperar grande quantidade de PV. E acrescenta: este espírito negro é chamado de humanidade, mas não se sabe muito de sua verdadeira natureza.
A descrição termina com uma pergunta sobre o que diferencia a humanidade que temos dentro de nós, se a alma já é a essência de toda a vida. A Humanidade dupla repete a mesma ideia com outras palavras, perguntando que distinção ainda resta para a humanidade. As duas wikis leem esse trecho do mesmo jeito: a resposta está na origem. A humanidade não é uma alma comum, é um pedaço da Alma Sombria.
A forma do espírito também conta a história. A Fandom descreve a humanidade como uma chama escura que lembra vagamente uma pessoa sem braços nem pernas, com dois olhos brancos. A Fextralife a descreve como um espírito negro nascido da Alma Sombria original. Quando você vê um Fantasma de Humanidade flutuando na Voragem do Abismo, está vendo a mesma coisa em tamanho muito maior.
Os homens na guerra dos deuses
Os humanos não ficaram de fora da guerra contra os dragões. A Fandom conta que os Lordes recrutaram os homens para as suas fileiras antes da batalha. Depois da vitória, a Era do Fogo começou, e os homens passaram a viver sob o reinado de Gwyn, na sombra dos deuses.
Esse reinado tinha um medo escondido. As duas wikis registram a revelação de Kaathe: Gwyn viu que a Primeira Chama ia se apagar e que, quando isso acontecesse, a Alma Sombria cresceria e os humanos herdariam o mundo. Para impedir isso, ele se lançou à chama e prolongou a Era do Fogo. A Fextralife acrescenta que ele escondeu o passado dos humanos e impediu o nascimento do Lorde Sombrio.
É por isso que a história dos humanos em Lordran é uma história de reinos tutelados. Os homens fundaram cidades e lendas próprias, mas sempre com os deuses por perto. Veja Reinos e lendas humanas e O Lorde Sombrio.
Quando a humanidade transborda
A humanidade é poderosa e instável. A Fandom explica que a emoção a fortalece, mas também a torna perigosa, e que o corpo humano pode ser deformado pela própria essência quando o controle se perde. Dois episódios mostram isso em Dark Souls.
Em Nova Londo, Kaathe ensinou aos Quatro Reis a arte de drenar humanidade dos outros. Os reis foram corrompidos e a cidade foi inundada para conter o Abismo que nasceu ali. O texto oficial da Mão sombria diz que as aparições negras, incitadas por Kaathe, usam o poder da Alma Negra para absorver humanidade, e que as mais antigas conseguiam extrair a humanidade até do santo mais repleto em um piscar de olhos. Fextralife e Fandom citam esse texto e ligam a arte às Aparições Negras.
Em Oolacile, a mesma serpente convenceu o povo a despertar um homem primevo enterrado ali. Ele enlouqueceu, a humanidade dele transbordou de raiva e virou um novo Abismo. Esse homem é Manus, Pai do Abismo. As duas wikis apontam a mesma consequência: Oolacile corrompida e Artorias, um dos quatro cavaleiros de Gwyn, engolido pela escuridão. Veja Oolacile, Manus e o Abismo e Nova Londo e os Quatro Reis.
A Marca Negra e o Vazio
O sinal de que um humano virou morto-vivo é a Marca Negra. O texto oficial diz que ela indica a maldição dos Mortos-vivos, que os marcados renascem após a morte, mas um dia vão à loucura e se tornam Vazios. Diz também que a morte aciona a Marca, levando o portador de volta à última fogueira em que descansou, ao custo da sua humanidade e das suas almas.
Fextralife e Fandom descrevem a mecânica que nasce desse texto. Quando você morre, a humanidade que estava carregando fica na mancha de sangue, junto com as almas. Você tem uma única chance de voltar até a mancha e recuperar tudo. Se morrer de novo antes disso, perde as duas coisas de vez.
Morrer em forma humana também o devolve à forma vazia. Nessa forma você não consegue invocar outros jogadores nem ser invadido. Ao contrário dos jogos seguintes, a forma vazia do primeiro Dark Souls não reduz a vida máxima: a Fextralife registra isso na página de humanidade e na de Vazio.
Voltar a ser humano
Você reverte a forma vazia descansando numa fogueira e gastando 1 humanidade. As duas wikis listam esse custo. Outra forma de voltar é derrotar um chefe, no seu mundo ou como fantasma no mundo de outro jogador.
Ser humano tem dois lados. Em forma humana você pode invocar fantasmas para ajudar contra os chefes. Mas também abre o seu mundo para invasões de jogadores e de personagens hostis. A Fandom resume: quando a forma humana é restaurada, o jogo se abre para invasões e cooperação.
A mesma humanidade serve para reacender fogueiras. Cada reacendimento custa 1 humanidade e aumenta o número de frascos de Estus que aquela fogueira devolve. Sem o Rito de Acendimento, uma fogueira chega no máximo a 10 Estus. Com o rito, chega a 20. As duas wikis dão os mesmos números. Veja Fogueiras e Frascos de Estus.
O que a humanidade guardada faz
Existe uma diferença entre o item e o número. O item é a humanidade sólida, que fica no inventário e não se perde na morte. O número no canto superior esquerdo da tela é a humanidade que você carrega, chamada de humanidade líquida ou mole pelas duas wikis. Só a humanidade líquida tem efeitos, e só ela fica na mancha de sangue.
Fextralife e Fandom listam os mesmos efeitos. A humanidade carregada aumenta as defesas físicas e elementais. Aumenta a resistência a maldição até 30 humanidades. Aumenta o dano das armas do caos até 10 humanidades. E aumenta a descoberta de itens até 10 humanidades.
A tabela de descoberta de itens é igual nas duas fontes: 100 com 0 humanidade, 150 com 1, 158 com 2, 165 com 3, 173 com 4, 180 com 5, 186 com 6, 192 com 7, 198 com 8, 204 com 9 e 210 com 10 ou mais. O maior salto é o primeiro. Só carregar 1 humanidade já rende 50 pontos de descoberta.
Junto com o Anel da serpente dourada, 10 humanidades levam a descoberta ao máximo para quem quer farmar itens. O texto oficial do anel diz que ele aumenta a descoberta de itens do usuário, que assim poderá acumular mais riquezas.
Como ganhar humanidade
As duas wikis concordam nas fontes principais:
Itens. A Humanidade dá 1, a Humanidade dupla dá 2, e a Alma de Guardiã do Fogo dá 5. Usar a alma da guardiã não é recomendado, porque ela serve para reforçar o Frasco de Estus. Consumir Humanidade ou Humanidade dupla também recupera a vida.
Chefes. Derrotar a maioria dos chefes dá humanidade. Ajudar outro jogador a derrotar um chefe como fantasma branco também rende 1.
Invasores. Derrotar um fantasma vermelho que invadiu o seu mundo, ou invadir outro mundo e vencer o anfitrião, dá 1 humanidade.
Matar mortos-vivos antes do chefe. Em algumas áreas, enquanto o chefe estiver vivo, matar muitos inimigos aumenta o contador. O limite é 10 humanidades por área. A Fandom e a Fextralife notam o que esses inimigos têm em comum: já foram humanos e hoje são vazios. Cada nova humanidade exige mais abates que a anterior.
Mercadores. A Mercadora Morta-viva no Burgo Inferior dos Mortos-vivos, Patches no Santuário do Elo de Fogo e Chester Magnífico no Bosque Real vendem humanidade.
Onde farmar
Alguns inimigos deixam o item com frequência. Fextralife e Fandom citam os mesmos:
Os ratos do Burgo e das Profundezas e os ratos da neve do Mundo Pintado de Ariamis. Cuidado: os ratos envenenam e os da neve causam toxina, então enfrente um de cada vez.
Os Pisaca da Biblioteca do Duque, raros mas constantes.
Os bebês esqueleto da Tumba dos Gigantes, logo antes de Nito. Eles reaparecem sem parar, mas os itens que deixam somem rápido, então pegue cada um assim que cair.
Os Fantasmas de Humanidade da Voragem do Abismo, na expansão de Artorias do Abismo. Eles também podem deixar Humanidade dupla.
Fora disso, a Mão sombria rouba humanidade de outros jogadores e de alguns personagens. O agarrão forte tira 1 humanidade por golpe para quem não está no pacto das Aparições Negras, e 3, 5 e 10 nos níveis +1, +2 e +3 do pacto. As duas wikis dão a mesma escala.
Humanidade em combate
A humanidade sólida também é uma cura de emergência. As duas wikis apontam que ela recupera a vida, e a Fandom destaca um uso no PvP: o Talismã de Lloyd bloqueia o Estus, mas não bloqueia a humanidade. Fantasmas também não podem usar Estus no mundo do anfitrião, mas podem usar humanidade.
No PvE ela é menos usada para curar. A animação é longa e o item é mais difícil de repor que o Estus. A recomendação das duas fontes é guardar a humanidade para restaurar a forma humana e reacender fogueiras, e só usar como cura quando o Estus acabar.
Quem não quer arriscar a humanidade carregada pode usar o Anel de sacrifício. O texto oficial diz que o portador não perderá nada ao morrer, mas que o anel se quebra. A Fextralife confirma que isso inclui a humanidade e a forma humana.
A raça que herda a Escuridão
Juntando tudo, os humanos são a raça do meio-termo. Têm almas como todos os seres da Era do Fogo, mas carregam também um fragmento da Alma Sombria. Por isso resistem ao Abismo melhor que os outros, segundo a Fandom, e por isso a maldição dos mortos-vivos pesa só sobre eles.
O destino da raça fica nas suas mãos no fim do jogo. Reacender a Primeira Chama mantém a Era do Fogo e a vigilância dos deuses. Deixar a chama apagar, como Kaathe quer, abre a Era das Trevas, que as duas wikis descrevem como a era dos homens. Veja Os finais e A Era das Trevas.
Próximo capítulo
Fontes e leituras






