Resumo
Criaturas nascidas da Chama do Caos em Izalith. Afinidade com fogo e pedra, e número finito.
A origem
Contém revelações da história — toque para mostrar
Quando a Bruxa de Izalith perdeu o controle da Chama do Caos, ela e duas filhas viraram o Berço do Caos, uma força que criava novas formas de vida sem parar. Essas formas são os demônios, que se espalharam de Izalith pelo mundo.
O primeiro foi o filho mais novo da Bruxa, que virou um demônio atormentado pelo fogo. Depois, a Bruxa e as filhas estabilizaram a chama e geraram demônios de corpo estável, que controlavam o fogo dentro de si.
Os sacerdotes
Os primeiros demônios não eram feras. Viviam na sociedade de Izalith como sacerdotes da Chama do Caos e aprenderam as feitiçarias do fogo com a Bruxa e as filhas. A cidade cresceu nas bordas para recebê-los.
O que se sabe
Fazem o próprio equipamento com madeira de árvore arqueada, titanita e ossos de demônio, e não usam armas de outras raças.
Não se reproduzem. Só o Berço do Caos os criava.
Muitos chefes do jogo são demônios, do Demônio do Asilo ao Demônio Sábio de Fogo.
A chama que deu errado
Para entender os demônios, é preciso voltar à Bruxa de Izalith. Quelana de Izalith conta a história nas falas oficiais: "Minha mãe, a Bruxa de Izalith, era um dos lordes primevos... Seu poder vinha da alma que encontrou próximo à Primeira Chama. ... Ela concentrou esse poder para acender uma chama própria, mas falhou em controlá-la."
As piromancias do caos dão a mesma versão. O texto oficial da Tempestade de caos diz que a Bruxa de Izalith, em sua ambiciosa tentativa de recriar a Primeira Chama, criou, em vez disso, a Chama do Caos, um distorcido berço de vida. A Fandom descreve esse momento como o nascimento de uma força criadora que nunca parou de gerar novas formas de vida: os demônios.
A expressão berço de vida é literal. O que restou da Bruxa e de duas filhas virou o Berço do Caos, e é dele que os demônios saíram. Veja A Chama do Caos.
O que é um demônio de verdade
A Fandom faz uma distinção útil. Demônios do caos, no sentido estrito, são os seres concebidos pelo próprio Berço do Caos. Criaturas apenas deformadas pela chama, como a própria Bruxa ou suas filhas, não entram nessa conta. Outros seres chamados de demônio em Lordran também não, porque o nome vem de quem não conhece a diferença.
Os textos oficiais usam o termo do mesmo jeito. As armas dos demônios inferiores falam em demônios do caos que vagam por Lordran, e a Lança demoníaca diz que os demônios-morcego inferiores são demônios do caos que vagam por Anor Londo. As duas fontes concordam ainda num traço comum: afinidade com fogo e pedra.
O primeiro demônio
O primeiro ser deformado pela chama foi o filho mais novo da Bruxa. O texto oficial do Anel de pedra laranja conta a história dele: por suas feridas terem sido inflamadas por lava em seu nascimento, suas irmãs deram a ele este anel especial. Sendo o tolo que é, contudo, ele prontamente o deixou cair, e do ponto de impacto surgiu um terrível demônio-centopeia.
A Fandom descreve a mesma sequência: a chama instável transformou o filho num demônio monstruoso, e o anel caído gerou outro ser distorcido, o Demônio-centopéia. Ele é o ponto de partida de tudo o que veio depois.
O texto oficial do Catalisador demoníaco traz outro marco: o Demônio Sábio de Fogo foi o primeiro dos demônios e o último mestre das artes do fogo originais, antes de a Bruxa de Izalith ser consumida pelo caos, originando a piromancia. A Fandom inclui o Sábio de Fogo na lista dos demônios do caos conhecidos.
Sacerdotes da chama
Os primeiros demônios estáveis não eram feras. A Fandom conta que a Bruxa e as filhas conseguiram, por um tempo, estabilizar a chama e gerar seres de corpo firme, capazes de controlar o fogo dentro de si. Eles conviveram com a sociedade de Izalith, viraram sacerdotes da Chama do Caos e aprenderam as feitiçarias de fogo primordiais com a Bruxa e as filhas. A cidade cresceu nas bordas para recebê-los.
Os textos oficiais dão pistas dessa fase. O Catalisador demoníaco é formado por rochas fundidas de Izalith e serve como arma de fogo. O Catalisador de Izalith foi usado pela Bruxa quando suas filhas ainda eram bruxas das chamas, antes de serem consumidas pela Chama do Caos, numa feitiçaria das chamas cujo conhecimento se perdeu.
A segunda queda
A paz não durou. Segundo a Fandom, a Bruxa tentou controlar ainda mais a Chama do Caos, perdeu o controle de vez e nunca mais o recuperou. O caos engoliu a Lorde e as filhas e queimou a cidade junto. Quelana conta a versão de quem escapou: "A Chama do Caos consumiu minha mãe e minhas irmãs, transformando-as em deformadas criaturas. Eu fui a única a escapar, e agora estou aqui."
Quelana pede a você que acabe com o sofrimento delas: "As ambições de minha mãe sem dúvida eram ilusórias, mas certamente mil anos de penitência já são o suficiente!" A Fandom confirma que Quelana se exilou por séculos perto das ruínas, sem ser deformada, e que Quelaag e outra irmã fugiram com o corpo inferior transformado em aranha. Veja Izalith e as filhas do Caos.
A guerra contra os demônios
Com Izalith em ruínas, os demônios ficaram livres. A Fandom conta que Gwyn travou guerra contra eles, criando armas e técnicas fortes o bastante para enfrentar inimigos tão grandes, e que os deuses só conseguiram expulsá-los para o subterrâneo, escravizando alguns demônios menores.
Os textos oficiais guardam as marcas dessa guerra no equipamento dos cavaleiros negros. A Espada de cavaleiro negro foi usada para enfrentar demônios do caos, e seu amplo movimento de ataque sugere o porte colossal que tinham seus adversários de outrora. O Escudo de cavaleiro negro completa: eras atrás, os cavaleiros negros enfrentaram os demônios do caos e foram crestados em preto, mas seus escudos tornaram-se muito resistentes a fogo.
Como eles chegam à superfície
Mesmo derrotados, os demônios continuaram nascendo. A Fandom explica que o Berço do Caos seguiu gerando novas criaturas e que, com Anor Londo quase vazia depois da partida dos deuses, demônios-cabra e demônios-touro menores começaram a subir pelas ruínas do Burgo dos Mortos-vivos.
As falas oficiais confirmam a presença deles ali. Um morador do Burgo avisa: "Um terrível demônio-cabra se instalou mais abaixo. E acima há um imenso dragonete, além de um demônio-touro." O texto do Grande machado demoníaco diz que ele é usado pelos demônios-touro inferiores, e o da Grande machete demoníaca diz que os demônios-cabra inferiores a usam em pares.
Armas feitas de pedra e osso
Um dos traços mais curiosos dos demônios é que eles fazem o próprio equipamento. A Fandom observa que eles usam madeira de arquiárvore, titanita e ossos de demônio, e nunca armas forjadas por outras raças. Os textos oficiais confirmam cada material:
O Grande martelo demoníaco é uma arma criada por demônios a partir das arquiárvores de pedra, usada pelos demônios inferiores no Asilo dos Mortos-vivos do Norte. O Grande machado demoníaco e a Lança demoníaca foram entalhados a partir dos ossos de outros demônios. A lança tem uma diferença: é imbuída de eletricidade, ao contrário das armas dos outros demônios do caos.
Os mesmos textos repetem que essas armas não têm qualquer poder especial e dependem só da força de quem as brande. É a assinatura dos demônios menores: grandes, pesados e sem magia.
Os demônios que você enfrenta
A Fandom lista os demônios do caos conhecidos em Dark Souls. Quase todos são chefes que você enfrenta pelo caminho:
Demônio do Asilo e Demônio Errante, no Asilo dos Mortos-vivos do Norte. Demônio-touro e Demônio-cabra, no Burgo. Demônio-centopéia, Demônio Sábio de Fogo e Alastramento Incessante, nas Ruínas do Demônio e em Izalith. A lista ainda inclui os demônios-morcego de Anor Londo, as estátuas de demônio de Izalith, os comedores do caos e as pequenas aranhas da Cidade das Moléstias.
Quelaag e a irmã aparecem como demônios parciais. O texto oficial da Alma de Quelaag é direto: Quelaag era a filha da Bruxa de Izalith, mas agora é um demônio do caos, e sua alma contém todos os aspectos do caos.
O plano de Quelaag
A Fandom descreve um projeto sombrio na Cidade das Moléstias. Quelaag e a irmã mais nova, uma Guardiã do Fogo com imensa humanidade, tentaram reproduzir em miniatura o Berço do Caos. A irmã produzia ovos, Mortos-vivos aceitavam carregá-los, e dos ovos nasciam vermes, mosquitos e, por fim, pequenos demônios-aranha.
Os textos oficiais confirmam o pacto. O Vermífugo de ovos diz que os portadores de ovos escolheram servir à Chama do Caos, e que os ovos simbolizam essa escolha altruísta. A Relação de servos conta que o portador de ovos Eingyi louva aqueles que oferecem humanidade para aliviar o tormento de sua mestra, uma Filha do Caos.
Até as sentinelas da entrada falam como guardiãs desse reino. Nas falas oficiais: "São proibidas, estas paragens. O reino das criaturas do caos." E também: "As crias do caos estão com fome. Entregue-se à chama de Quelaag!"
Caos e humanidade
Há uma ligação estranha entre demônios e humanos. A Fandom observa que a maioria dos demônios carrega humanidade, o que sugere compatibilidade entre as duas coisas, e que a Bruxa pode ter se interessado pela Alma Negra justamente pela capacidade de gerar vida sem se esgotar.
Os textos oficiais mostram o caos crescendo com a humanidade. As armas caóticas, segundo o Braseiro de fogo caótico, são armas demoníacas aprimoradas por humanidade. A Fúria de Quelaag tem poder afetado pela humanidade do portador, e as piromancias do caos, segundo seus textos oficiais, mudam de força dependendo da humanidade.
Outros chamados de demônio
Nem tudo que leva o nome é filho do Berço. A Fandom aponta os demônios de titanita como o caso mais claro. O texto oficial da Titanita demoníaca explica a origem: quando a deidade ferreira sem nome morreu, grandes monstros surgiram de várias Placas, e o poder da titanita permanece dentro deles.
Os Guardiões do Santuário de Oolacile são outro caso. A Fandom lembra que eles misturam leão, cabra, escorpião e ave e foram criados pelos feiticeiros de Oolacile, não pelo caos. O texto oficial da Cauda do Guardião fala da cauda flexível e espinhosa com ferrão venenoso que confirma essa mistura.
Como enfrentar demônios
Conhecer a origem ajuda na luta. Como as duas fontes destacam a afinidade dos demônios com fogo e pedra, dano de fogo costuma render pouco contra eles, e piromancias de fogo comum perdem força. Armas físicas pesadas, raio e magia funcionam melhor na maioria dos casos.
Os demônios menores do Burgo e do Asilo dependem de armas enormes e lentas, sem magia, como os próprios textos oficiais descrevem. Isso significa golpes largos, com aviso longo e muito dano. Rolar para dentro do golpe e atacar pelas costas costuma ser mais seguro que bloquear, principalmente com escudos leves, que perdem estamina rápido demais contra pancadas desse tamanho e porte.
Nas Ruínas do Demônio e em Izalith, o perigo maior é o ambiente. A lava queima a cada passo, e o Anel de pedra laranja, o mesmo do filho da Bruxa, reduz esse dano. O texto oficial resume o efeito em poucas palavras: anel de pedra laranja encantado por uma bruxa, que reduz dano de lava. É uma lembrança irônica de que até a proteção contra o fogo de Izalith nasceu da mesma família que o criou.
O fogo do caos nas suas mãos
Você também pode usar o caos. O texto oficial do Braseiro de fogo caótico diz que ele é uma arte da cidade perdida de Izalith e que ascende uma arma ígnea +5 para arma caótica. A Fandom liga esse braseiro ao poder da Chama do Caos e lembra que ele é aumentado pela humanidade.
A Filha do Caos também ensina piromancias a quem a serve. As três artes do caos, Grande bola de fogo caótico, Tempestade de caos e o açoite de fogo, trazem nos textos oficiais a mesma abertura: arte da Chama do Caos, que consumiu a Bruxa de Izalith e suas filhas. O açoite, diz o texto, era brandido pela mais velha das Filhas do Caos, ou seja, Quelaag.
Usar essas artes é carregar um pedaço da tragédia de Izalith. Elas são mais fortes que o fogo comum justamente porque vêm da chama que deu errado. A Fandom observa que a Chama do Caos sobreviveu até à morte do Berço, e é esse resto de fogo que você leva na mão.
Uma raça com fim
A morte do Berço do Caos muda tudo. A Fandom explica que demônios não se reproduzem, então, sem o Berço, passam a existir em número limitado. Quando você derrota o Berço em Izalith Perdida, acaba com o sofrimento da Bruxa e, ao mesmo tempo, com a única fonte de novos demônios.
Quelana se despede da mãe e das irmãs nas falas oficiais: "Adeus, minha mãe, minhas irmãs..." Os demônios que restam vão desaparecendo aos poucos. A ambição da Bruxa de recriar a Primeira Chama termina com você, no fundo de Izalith. Veja A Bruxa de Izalith.
Próximo capítulo
Fontes e leituras






