Resumo
A única mulher entre os Quatro Cavaleiros de Gwyn. Assassina graciosa e amiga de Artorias.
A Lâmina do Lorde
Ciaran era do clã dos deuses e a única mulher entre os Quatro Cavaleiros de Gwyn. Como todas as Lâminas do Lorde, combatia os inimigos do rei nas sombras.
Como cavaleira, ganhou uma Máscara de porcelana própria, enfeitada com mechas do seu cabelo cor de marfim, e o Anel de vespa, usado com as adagas. Lutava como numa dança: hipnotizava a vítima com a Tracejadora de Ouro e a envenenava com a Tracejadora de Prata Negra.
Artorias
Contém revelações da história — toque para mostrar
Artorias era um amigo querido de Ciaran. Ela o procurou durante a queda de Oolacile e o achou morto. Ergueu um pequeno túmulo para ele e pede a quem o derrotou a alma dele, para dar a ele uma despedida digna.
Anos depois, o anel dela está na mão de um corpo de mulher atrás da lápide do herói: ela cuidou do túmulo até o fim.
No jogo
Você a encontra no coliseu a caminho do Município de Oolacile, depois de derrotar Artorias. Ela fica lá por pouco tempo e depois some.
As Lâminas do Lorde
Ciaran não era uma assassina solitária. Ela pertencia a um grupo inteiro, as Lâminas do Lorde, que serviam Gwyn longe dos olhos do povo. O texto oficial da Túnica da Lâmina do Lorde descreve o grupo: mulheres letais que se movimentam agilmente pelas sombras, marcando o céu noturno com feixes dourados e implantando visões de terror nas mentes de seus alvos. As Luvas e a Cinta da Lâmina do Lorde repetem a mesma frase.
Fextralife e Fandom tratam Ciaran como a líder visível desse grupo e como a única mulher entre os Quatro Cavaleiros de Gwyn. Os outros três são Artorias, o Caminhante do Abismo, Ornstein, o Matador de Dragões, e Gough Olhos de Falcão. Cada um tinha um papel. O de Ciaran era o trabalho que não aparece nas canções: eliminar os inimigos do Lorde antes que eles soubessem que estavam sendo caçados. Veja Os Quatro Cavaleiros de Gwyn.
Uma máscara só dela
Todas as Lâminas do Lorde usavam máscara, mas a de Ciaran era diferente. O texto oficial da Máscara de porcelana diz que esse adereço ornado com um único olho é comum a todas as Lâminas do Lorde, mas que Ciaran estava determinada a receber esta máscara feita de lisa porcelana como condecoração de honra especial. A máscara é enfeitada com mechas de cabelo marfim.
A Fandom lê esse detalhe como uma marca de distinção: a máscara a separava das outras assassinas de Gwyn. A Fextralife lista a peça como parte do conjunto que só se obtém com a própria Ciaran. É um dos poucos sinais de vaidade ou orgulho pessoal num grupo que existia para não ser visto.
Ouro para hipnotizar, prata para matar
As armas de Ciaran contam o estilo de luta dela melhor que qualquer fala. O texto oficial da Tracejadora de Ouro diz que Ciaran brande essa espada curva em uma dança magnetizante, marcando a escuridão com apurados feixes dourados. O da Tracejadora de Prata Negra completa a cena: a vítima é primeiro distraída pelos hipnotizantes feixes da Tracejadora de Ouro, e então ferroada pelo potente veneno desta adaga.
Fextralife e Fandom descrevem o mesmo par. A Tracejadora de Ouro causa sangramento e a de Prata Negra causa toxina. A Fandom chama o estilo de dança graciosa que primeiro encanta e depois envenena. A Fextralife destaca que as duas armas são excelentes, mas exigem muita Destreza.
Os nomes também combinam com a descrição da túnica. Os feixes dourados que marcam o céu noturno são o rastro da Tracejadora de Ouro. Quem via aquele brilho no escuro já estava perto demais.
O Anel de vespa
O quarto presente de Gwyn para os cavaleiros era um anel. O texto oficial do Anel de vespa diz que ele é um dos quatro anéis especiais conferidos aos Quatro Cavaleiros de Gwyn, e que o de vespa pertencia à Lâmina do Lorde Ciaran. Ele fortalece os acertos críticos, permitindo que o usuário dizime os oponentes assim como a adaga de Ciaran aniquilava os inimigos do Lorde Gwyn.
As duas wikis concordam sobre onde o anel está no presente: atrás da lápide de Artorias, no Jardim da Raiz Negra, num corpo de mulher. Esse detalhe fecha a história dela, como você vai ver mais abaixo. Na prática, o anel aumenta muito o dano de golpes críticos, como apunhaladas pelas costas e contra-ataques depois de aparar. Veja Golpes críticos.
A amiga de Artorias
O laço mais forte de Ciaran era com Artorias. As duas wikis registram que ela o chama de amigo querido. O texto oficial da Alma de Artorias explica por que esse laço dói: a alma é do cavaleiro Artorias do Lorde Gwyn, que foi consumido pelo Abismo. A lenda de que Artorias repeliu o Abismo só é meia verdade. Parece que ele foi derrotado, e sua honra preservada por algum herói desconhecido, que foi o verdadeiro vitorioso sobre o Abismo.
Esse herói desconhecido é você. A Fandom conta que Ciaran procurou Artorias durante a queda de Oolacile e o encontrou já morto, libertado do sofrimento pelo Morto-vivo Escolhido. Ela ergueu um pequeno túmulo no lugar e ficou ali para chorar por ele. A Fextralife descreve a mesma cena: depois da luta, ela aparece ajoelhada ao lado de um túmulo pequeno, no mesmo lugar onde você enfrentou Artorias.
O túmulo fica no mesmo coliseu onde Artorias caiu, e é ali que todo o resto da história dela acontece. Veja Artorias e o Abismo.
Como encontrá-la
Ciaran só aparece na expansão Artorias do Abismo. Depois que você derrota Artorias no coliseu a caminho do Município de Oolacile, ela surge ajoelhada ao lado do túmulo. As duas wikis avisam que pode ser preciso recarregar a área ou viajar para outro lugar antes que ela apareça.
Se você não tiver a Alma de Artorias, ela só pede um momento a sós. Se tiver, ela pede a alma. As duas fontes também concordam num ponto importante: se você consumir a Alma de Artorias antes de voltar ao coliseu, ela não aparece, e o túmulo fica ali sem ninguém. A Fandom registra uma diferença na versão de PC, em que ela ainda pode estar ajoelhada mesmo depois que a alma virou a Espada grande do Abismo.
Dar a alma ou não
A escolha tem consequências claras, e as duas wikis descrevem as mesmas:
Se você entregar a alma, ela agradece e dá a Tracejadora de Ouro e a Tracejadora de Prata Negra. Depois disso, ela fica ali por pouco tempo e então desaparece pelo resto da jornada. Sem ela, não há outro jeito de obter o conjunto da Lâmina do Lorde.
Se você recusar, ela não fica hostil. Continua ao lado do túmulo e aceita conversar de novo, dando outra chance de você mudar de ideia. Mas, quando a área recarregar, ela desaparece para sempre.
Se você atacar, ela luta. Matá-la dá as duas armas e o conjunto. A Fandom e a Fextralife lembram que dar a alma antes e atacar depois não funciona como atalho: ela continua armada com um segundo par de lâminas, mas não deixa esse par nem a alma ao morrer.
A Fextralife observa que, fora a questão moral, não há benefício em dar a alma em vez de matá-la. É uma decisão sobre quem você quer ser, não sobre recompensa.
Diálogos da Lâmina do Lorde
Sem a alma: "... Você é um ser humano? ... Você tem o meu perdão. Estou aqui para prestar meus respeitos a um amigo querido. Por favor, permita-me um momento a sós."
Com a alma: "... Isso com você, acaso é... ... a alma do homem que sucumbiu neste lugar? Ele era um amigo querido. Eu gostaria de prestar o devido respeito a ele, com essa alma. Você se importaria de entregá-la a mim?"
Se você aceitar: "Obrigada. Você é muito gentil. Por favor, aceite isto. Já não é algo de que preciso. Que o Lorde indique o seu caminho."
Se você recusar: "Sim, é claro... ... Não devo ser impertinente. Artorias não aprovaria." Ao falar de novo: "O que deseja? Mais alguma coisa? Mudou de ideia?" E, se a resposta continuar não: "... Então, não há nada a tratarmos..."
Quando fica hostil: "Hmph, humanos... ... Sempre tomando o que bem entendem. Sendo assim, farei o mesmo." Se ela mata você: "Hmph, quanta presunção... Como pôde pensar que a Lâmina do Lorde não alcançaria você?" Ao morrer: "Mas como...? Vocês, humanos...".
Mais que amizade
As duas wikis vão além da palavra amigo. A Fextralife registra que, quando ela morre, dá para ouvi-la dizer o nome de Artorias, e lê isso como sinal de um laço romântico. A Fandom considera provável que Ciaran tivesse sentimentos por ele antes dos eventos do jogo.
Ambas apoiam essa leitura num diálogo cortado de Gough Olhos de Falcão. Segundo a Fandom, Gough avisaria quem matou Artorias sobre Ciaran, citando o afeto dela pelo cavaleiro. A Fextralife vai um pouco além e diz que, nessa fala, os sentimentos dela não eram correspondidos.
A Fandom deixa a questão aberta: pode ter sido algo dos dois, uma paixão só dela ou um sentimento que ela nunca chegou a confessar. O aviso cortado de Gough sugere também que, em algum momento, Ciaran teria sido pensada como alguém que caçaria você pelo que aconteceu com Artorias. No jogo final, ela pede a alma em vez de vingança. Veja Gough Olhos de Falcão.
Deusa ou humana
Uma pergunta divide os leitores. A Fandom afirma que Ciaran fazia parte do clã dos deuses. A Fextralife nota que ela fala dos humanos como se não fosse um deles, tanto quando você a irrita quanto quando morre. As falas oficiais confirmam esse tom: "Hmph, humanos..." e "Vocês, humanos...".
A Fextralife também levanta o lado contrário: a altura e o corpo dela são iguais aos dos humanos no jogo. O jogo nunca resolve a questão. O que as duas fontes sustentam é o que ela pensa de si: uma serva de Gwyn que olha para os humanos de fora.
Como enfrentá-la
Se você decidir lutar, leve a sério. As duas wikis concordam que ela tem bem mais vida que um personagem comum e que os ataques são rápidos e perigosos.
Ela luta com as duas Tracejadoras, então cada sequência acumula sangramento e toxina. De longe, ela usa Facas de arremesso e Talismãs de Lloyd, que impedem você de usar o Estus por um tempo. As duas fontes listam esse arsenal.
Algumas ideias práticas que decorrem disso: armadura e escudo com boa resistência a sangramento ajudam, e Panaceia ou Musgo roxo florescente resolvem a toxina. Como ela começa passiva, o primeiro golpe pode ser o mais forte da luta. Descanse na fogueira do Município de Oolacile para tentar de novo mais rápido.
O talismã que ela usa tem uma história curiosa. O texto oficial do Talismã de Lloyd diz que ele é usado pelos cavaleiros clericais de Lloyd Pai de Todos para caçar os Mortos-vivos e que bloqueia a recuperação de Estus em uma área limitada. O mesmo texto completa: este talismã abençoado bloqueia a regeneração de Mortos-vivos, permitindo que os cavaleiros lutem impunemente. Nas mãos de Ciaran, a arma feita para caçar Mortos-vivos volta a cumprir o mesmo papel contra você.
O conjunto da Lâmina do Lorde
O conjunto de Ciaran tem quatro peças: Máscara de porcelana, Túnica, Luvas e Cinta da Lâmina do Lorde. As duas wikis dizem que ele só vem dela, ao ser derrotada. A Fandom o classifica como um conjunto leve, com pouco equilíbrio, mas mais resistente que a maioria das roupas de tecido. A Fextralife descreve a mesma posição: entre as armaduras leves e as médias, boa para quem precisa de mobilidade.
É por isso que muitos jogadores escolhem matá-la. A Fextralife registra que o conjunto e as armas tornam a morte de Ciaran muito comum. Para a história, porém, essa é a versão mais triste do encontro.
O que diz o conteúdo cortado
Os dados do jogo guardam uma versão anterior do encontro. Nos diálogos oficiais em português ainda existem as falas: "... Por que leva consigo o anel de Artorias?" e "... Eu sou Ciaran, e isso que você possui é uma lembrança." Em seguida ela conta que o anel foi furtado por um homem que vestia um longo casaco, e que deseja devolvê-lo ao túmulo do amigo.
A Fandom descreve a mesma cena cortada e aponta o homem de casaco longo como provavelmente Chester Magnífico. Nessa versão, o pedido era pelo anel de Artorias, não pela alma. No jogo final, o pedido virou a Alma de Artorias.
Até o fim
A última página da história de Ciaran está no presente, em Lordran. No Jardim da Raiz Negra, atrás da lápide de Artorias, você encontra o Anel de vespa num corpo de mulher. As duas wikis fazem a mesma leitura: Ciaran cuidou do túmulo do amigo até morrer ali.
Séculos se passaram, Oolacile virou floresta e Artorias virou lenda. A lenda diz que ele repeliu o Abismo. Ciaran sabia a verdade e ficou do lado dele mesmo assim.
Próximo capítulo
Fontes e leituras




