Resumo
Gigante arqueiro e um dos Quatro Cavaleiros de Gwyn. Derrubava dragões em pleno voo.
O arqueiro
Gough era um gigante que vivia na natureza. Usava um arco maior que qualquer outro, que só ele tinha força para disparar, com flechas grandes que ele mesmo fazia de pedra e casca de árvore. Derrubava até dragões em pleno voo.
Por essa habilidade entrou nos Quatro Cavaleiros de Gwyn, o único membro que não era do clã dos deuses. Foi decisivo na guerra contra os dragões, e o próprio Gwyn lhe deu um medalhão como prova de honra.
Amizades
Era amigo de Artorias e do Ferreiro Gigante de Anor Londo, a quem deu o seu anel. Pharis, mesmo humano, foi o único arqueiro comparado a ele. Veja Pharis.
Oolacile
Contém revelações da história — toque para mostrar
Sem dragões para caçar, Gough se aposentou e foi para Oolacile. Lá, os cidadãos traiçoeiros o prenderam numa torre com um feitiço poderoso e lacraram os olhos dele com resina de árvore.
O gigante da natureza
Antes de ser cavaleiro, Gough era só um gigante que vivia longe das cidades. A Fandom tira isso da armadura: o texto oficial da Armadura de Gough diz que ela é usada por ele desde seus dias de matador de dragões, e a Fandom observa que a versão japonesa fala em desde os tempos em que vivia na natureza. A Fextralife o apresenta como um gigante, antigo líder dos grande arqueiros e dos matadores de dragões.
O detalhe importa porque Gough é diferente dos outros três cavaleiros. Artorias, Ornstein e Ciaran vinham do círculo dos deuses. A Fandom considera Gough o único dos Quatro Cavaleiros que não pertencia ao clã divino, e diz que foi a habilidade com o arco que o levou até lá. Veja Os Quatro Cavaleiros de Gwyn.
O arco que ninguém mais puxava
A arma de Gough é a marca dele. O texto oficial do Arco grande de Gough diz que ele foi usado por Gough Olhos de Falcão, um dos Quatro Cavaleiros do Lorde Gwyn, para matar dragões, e que é ainda maior do que os usados pelos famosos matadores de dragões. Somente seu líder, Gough, possuía a força necessária para manuseá-lo.
As flechas também eram dele. O texto da Grande flecha de Gough conta que Gough confecciona a ponta de pedra pessoalmente e reveste firmemente a haste com casca de árvore. Fextralife e Fandom trazem os dois textos e concordam na leitura: arco e flecha feitos à mão, por alguém que não precisava de forja divina para caçar dragões.
O Anel de falcão fecha o retrato. O texto oficial diz que ele é um dos quatro anéis especiais conferidos aos Quatro Cavaleiros de Gwyn, que o de falcão pertencia a Gough Olhos de Falcão, que liderava os grande arqueiros, e que ele aumenta o alcance de arcos, fazendo flechas voarem como se tivessem sido disparadas pelo arco grande de Gough, que abatia dragões no alto dos céus.
Os matadores de dragões
Gough não caçava sozinho. O texto oficial do Arco grande de matador de dragões diz que ele pertencia aos matadores de dragões, que eram liderados por Gough Olhos de Falcão, e que o tamanho atípico do arco exige que ele seja apoiado no chão para disparar. A Flecha de matador de dragões é descrita como uma enorme flecha semelhante a uma lança de ferro, usada por Gough e seus matadores de dragões.
A Fandom diz que esse grupo era formado por cavaleiros prateados armados com esses arcos enormes. A Fextralife descreve Gough como o líder dos grande arqueiros e dos matadores de dragões, o que bate com os dois textos oficiais.
A guerra contra os dragões
Gough fala da guerra com uma mistura de orgulho e cansaço. Nas falas oficiais: "Os dragões jamais serão esquecidos... Nós, cavaleiros, lutamos bravamente, mas a cada um deles que derrotávamos, três dos nossos eram perdidos. Júbilo, orgulho, ódio, raiva... Os dragões evocavam nossas emoções mais profundas. ... Algum dia, você entenderá. No crepúsculo da vida, antigos pensamentos retornam, em grandes ondas de nostalgia."
A Fandom considera a contribuição dele decisiva para a vitória dos deuses. O texto oficial da Armadura de Gough traz a prova: seu medalhão, conferido pelo Lorde em pessoa, e sua brafoneira de osso de dragão são símbolos das mais elevadas honras. A Fextralife lê o mesmo texto como reconhecimento direto das habilidades de Gough como matador de dragões. Veja Dragões e o Lago das Cinzas.
Honras de cavaleiro
Mesmo sendo gigante, Gough recebeu tudo o que os outros cavaleiros receberam. Os textos oficiais das Manoplas de Gough e das Grevas de Gough dizem que elas foram recebidas como condecoração de honra e que seu material é similar ao das peças usadas pelos cavaleiros prateados.
O Elmo de Gough também foi recebido como condecoração de honra e especialmente forjado para o honorável Gough Olhos de Falcão. A Fextralife levanta uma hipótese a partir disso: talvez essa cor fosse a original das armaduras dos cavaleiros negros, antes de a chama recém-acendida queimá-las. A Fandom destaca que, mesmo fora do clã dos deuses, ele teve as mesmas honras que os demais.
Amigos de Gough
Gough tinha laços fortes fora da guerra. As duas wikis registram a amizade com Artorias, e as falas oficiais deixam isso claro logo no primeiro encontro: "Deve ter sido você quem libertou o Artorias. Era um velho amigo meu, e graças a você... ... ele deixou este mundo com sua honra intacta."
Também era amigo do Ferreiro gigante de Anor Londo. Gough pergunta por ele: "Eu teria muito o que conversar com aquele ferreiro. Aliás, como será que está o meu velho camarada? Mantendo seu martelo ocupado, espero." As duas fontes lembram que o Anel de falcão está num baú do ferreiro, sinal de que Gough o deixou com o amigo.
Por fim, Pharis. O texto oficial do Chapéu de Pharis diz que Pharis era um renomado arqueiro que, apesar de ser humano, servia junto de Gough Olhos de Falcão. Fextralife e Fandom tratam Gough como a referência contra a qual a habilidade de Pharis é medida. Veja Pharis.
Preso em Oolacile
Sem dragões para caçar, Gough se aposentou. A Fandom conta que ele foi parar em Oolacile, onde os cidadãos o prenderam numa torre. O texto oficial da Chave do cimo descreve a porta: os sulcos do cimo são encantados, e a porta é selada com uma magia poderosa.
Pior foi o que fizeram com os olhos dele. O texto oficial do Elmo de Gough diz que o elmo teve as cavidades oculares preenchidas com resina de árvore por aqueles que viam Gough como um reles gigante truculento. A Fextralife conclui que foi assim que ele ficou cego, provavelmente pelas mãos dos moradores que o prenderam.
Gough não reclama. Quando você pergunta sobre ele, a resposta oficial é seca: "Eu? Há muito pouco a ser dito. De que serve um cão se não há lebres a caçar? ... Tenho sorte de estar vivo, suponho."
As cabeças de arquiárvore
Preso e cego, Gough passa o tempo entalhando. Os textos oficiais das talhas dizem que cada uma é uma cabeça entalhada em arquiárvores por Gough em seu cárcere. Gough coloca emoção em cada entalhe completado, o que o ajuda a obter iluminação pessoal. Quando uma cabeça é perturbada, ela fala, refletindo a emoção a ela conferida.
São cinco ao todo, segundo a Fandom: Talha de Olá, Talha de Agradeço, e as que dizem Muito bom, Desculpe e Ajude-me. Ele próprio vende duas delas. A Fextralife lembra que ele preenche cada talha com a própria voz, liberada quando ela é quebrada, e associa esse trabalho repetido à tradição japonesa de entalhar estátuas como meditação.
Gough defende o ofício: "Não se engane pelo que digo, porém. Agrada-me o meu trabalho. O entalhe da madeira é uma arte de muitas nuanças."
O que ele pensa de Oolacile
Gough viu de perto a queda da cidade que o prendeu. A Fandom diz que ele testemunhou a ruína causada pela arrogância e pela ganância de Oolacile. As falas oficiais mostram um julgamento duro: "Contudo, seduzidos por serpente da Escuridão ou não, eles despertaram aquela criatura sozinhos, e a ensandeceram. ... Nosso fim é sempre motivado por nós mesmos."
Ele também indica o caminho: "Se o seu desejo é suceder o pobre Artorias e desafiar a expansão do Abismo, você terá que enfrentar Manus, Pai do Abismo. A própria Escuridão emana de Manus." E termina com uma previsão sombria: "De toda forma, mesmo que assim seja, um dia as chamas se extinguirão e restará somente a Escuridão. Nem mesmo uma lenda como você pode fazer algo para impedir isso." Veja Oolacile, Manus e o Abismo.
Como chegar até ele
As duas wikis descrevem o mesmo caminho. Depois de derrotar Artorias, suba a escada em frente ao gazebo da Batalha do Estoicismo, perto do coliseu. A porta lá em cima está trancada e só abre com a Chave do cimo.
A chave fica no Município de Oolacile, dentro de um baú mímico. A Fandom diz que o mímico está ao lado de uma lareira acesa, nas partes mais fundas da cidade. A Fextralife indica o prédio cheio de cabeças inchadas, antes do atalho do elevador: role da passarela sobre o salão principal para a sala iluminada, e o mímico estará ao lado de uma cabeça inchada. Depois da porta, uma escada curta leva direto a Gough, que fica ali o resto do jogo.
O que ele vende
Gough é também um mercador, e as duas wikis concordam que ele é um dos mais práticos do jogo, a menos de um minuto da fogueira do Município de Oolacile e sem inimigos no caminho. A lista, segundo a Fextralife:
Monte de excremento, 200 almas. Osso do regresso, 300. Pedra de prisma, 10. Talha de Olá e Talha de Agradeço, 5 cada. Fragmento de titanita, 800. Fragmento grande de titanita, 3.800. Fragmento de titanita verde, 4.800. Grande flecha de Gough, 650.
A Fandom confirma as talhas e as grandes flechas como os itens únicos da loja. Os fragmentos de titanita por esse preço tornam Gough uma parada frequente para quem está reforçando armas na expansão.
Kalameet
O momento mais famoso de Gough é a caça ao Dragão Negro Kalameet. As duas wikis explicam o gatilho: depois de você visitar a área do dragão pelo menos uma vez, volte e fale com Gough. Ele pergunta: "Bom dia... Acaso o Dragão Negro está lhe causando dificuldades?"
Se você disser que sim, ele apresenta o inimigo: "Ele se chama Kalameet. É um dragão realmente feroz. Nem mesmo a poderosa Anor Londo ousa provocar sua ira." Se você confirmar que quer seguir em frente, ele ri: "Ótimo, ótimo. O que seria da bravura sem um toque de inconsequência?! Você conquistou o meu apreço. E estou lhe devendo pelo serviço prestado ao Artorias. Agora, observe. Você verá como o Gough caça dragões."
Na mesma cena ele relembra o que a caça significava: "Ahh, caçar dragões. O maior chamado da vida de cavaleiro..." A Fandom destaca que o disparo, feito com a visão já perdida, mostra a força real do velho arqueiro.
Uma cena mostra o tiro. Mesmo cego, ele acerta: "Ha, ha! Isso! Disparo mais certeiro jamais foi disparado! O morcego não poderá voar por um bom tempo! O resto está em suas mãos." Com Kalameet no chão, a luta vira uma batalha normal de chefe.
As duas fontes avisam: se você responder não em qualquer uma das perguntas, ele não ajuda. Para ele perguntar de novo, recarregue a área ou saia e volte. Sem o tiro, Kalameet só pode ser ferido com ataques à distância, um processo bem mais lento.
Kalameet sem Gough
Recusar a ajuda não fecha o caminho. A Fextralife explica que, sem o tiro de Gough, Kalameet só pode ser ferido com armas de longo alcance, de dentro da área do chefe. A Fandom confirma que a ajuda não é obrigatória, só torna a luta muito mais rápida, e conta que dá para vencê-lo com um arco grande, seja o de Gough ou o de matador de dragões, se você tiver paciência.
Segundo a Fandom, existem pontos específicos onde o fogo do dragão acerta você uma vez só, o que facilita esse método. Vencer assim também rende uma fala especial de Gough. Em qualquer caso, fale com ele depois da vitória para receber o arco, porque ele não entrega o presente sozinho.
Matar Gough é possível a qualquer momento, avisam as duas wikis. Se você fizer isso antes de ganhar o arco, ele cai junto com o conjunto. Se fizer depois, só o conjunto.
Diálogos: o arco de presente
Depois que Kalameet cai, de qualquer jeito, Gough entrega o arco. Nas falas oficiais: "Ahh, este arco grande? Não devo precisar dele, sem dragões para caçar. Não sei dizer se um ser humano seria capaz de manejá-lo, mas tome... Sua necessidade é maior do que a minha."
A Fandom lê esse gesto como o fim da vida de caçador: ao dar o arco, ele deixa aquela fase para trás. Se você matou Kalameet com a ajuda dele, ele comemora: "Ora! Você derrotou o Kalameet! Que feito magnífico. Bênçãos do Lorde Gwyn sobre você." Se fez sozinho, ele se impressiona: "Vejo que existe ao menos uma lenda entre vocês, humanos."
Um aviso sobre Ciaran
Os dados do jogo guardam uma fala de Gough que não aparece na versão final. Nas falas oficiais em português: "Devo inquirir... se é sua a lâmina perante a qual o Artorias sucumbiu. Neste caso, tenha cautela com a Ciaran. Ela nutria fortes sentimentos pelo grande Artorias. A pobrezinha."
Fextralife e Fandom citam esse diálogo cortado como base para a ideia de que Ciaran amava Artorias. Veja Ciaran, Lâmina do Lorde.
Cada visita, uma fala
Gough muda o cumprimento conforme a sua história com ele, e as duas wikis registram essas variações. Na segunda visita, ele se surpreende: "Ora, você retornou. Que surpresa." Depois, já curioso: "Ora, voltou novamente. Você é mesmo um ser estranho."
Antes de Kalameet, ele avisa: "Se deseja explorar este domínio, tome cuidado com o Dragão Negro. Temo que suas capacidades não sejam páreo para a fera." Se você aceitou a caçada mas ainda não venceu, ele cobra: "Ah, olá. E quanto ao Kalameet? Ele é um dragão ancestral. Sendo capaz de voar ou não, ele não será facilmente abatido."
Se você recusou a ajuda, ele se corrige com elegância: "... Estranho. É raro eu me enganar com relação a tais coisas..." E, mais tarde: "... Hmm, sim, entendo. Eu me equivoquei..." Recusar logo de início rende outra resposta: "Sábia escolha. Por que lançar-se à sua flamejante bocarra?"
Depois do dragão, o tom vira de respeito total: "Você retornou, lenda dos humanos. É sempre uma honra conversar com você." As despedidas acompanham a mesma linha. Antes de Kalameet ele diz "Adeus, criatura humana. Viva sua vida como bem entender.", e com a caçada aceita, "Aguardarei por boas notícias."
Se você atacá-lo
Gough não quer briga. Se você o atacar, ele pede: "Detenha-se. Pare, estou dizendo. Entenda isto: não lhe desejo mal algum." Se continuar, ele reage: "Ahh, então esta é a verdadeira natureza humana. Artorias está em dívida com você, mas não tenho outra escolha... Você deve perecer, pelo bem de todos!"
As duas wikis descrevem a luta: muita vida, golpes pesados e um espaço apertado para desviar. Como ele é cego, o Anel do dragão adormecido faz com que ele pare de atacar e fique tentando ouvir onde você está. A Fandom acrescenta que ele é vulnerável a sangramento. A Fextralife recomenda escudo grande, armas rápidas e rolamento leve.
A recompensa, segundo a Fextralife, é de 20.000 almas, o conjunto de Gough e o arco, se ele ainda não o tiver dado. As duas fontes concordam que o conjunto só vem dessa forma. Ao morrer, ele diz: "Humanos... Hmph... Que criaturas vis..."
Depois de Oolacile
A Fandom acompanha o nome de Gough pelas eras seguintes. Ele é lembrado pelo feito de derrubar um dragão mesmo cego, e as talhas dele sobrevivem como peças de autor desconhecido.
Em Lordran, porém, sobra pouco. O anel está com o ferreiro gigante e o arco, depois de Kalameet, está com você. A última fala de despedida dele resume o velho cavaleiro: "Adeus, orgulhosa criatura humana. Que todas as honras sejam conferidas a você."
Próximo capítulo
Fontes e leituras





