Resumo
Dos dragões eternos à guerra que criou o mundo de Dark Souls. A origem de tudo, em poucas linhas.
A Era dos Antigos
No começo, o mundo era cinza e sem forma. Árvores arquiantigas e dragões eternos governavam uma terra sem vida nem morte.
Então surgiu o fogo. Com ele vieram as diferenças: calor e frio, luz e escuridão, vida e morte.
As almas de Lorde
Das profundezas, quatro seres encontraram almas de Lorde perto da Primeira Chama: Gwyn, o Lorde da Luz Solar; a Bruxa de Izalith e suas filhas do caos; Nito, o primeiro dos mortos; e o Pigmeu Furtivo, de quem quase ninguém se lembra.
Com o poder da Chama e a traição de Seath, o Descamado, eles derrotaram os dragões. Assim começou a Era do Fogo.
A guerra contra os dragões
A guerra foi travada com o poder das almas. Os raios de Gwyn arrancavam as escamas de pedra dos dragões. A Bruxa de Izalith e suas filhas criaram grandes tempestades de fogo. Nito espalhou um miasma de morte e doença.
Seath, o Descamado, traiu a própria espécie, e os dragões antigos deixaram de existir. A Lança de luz solar, um milagre nascido da alma de Gwyn, lembra os raios dessa guerra.
O fogo enfraquece
Com o tempo, a chama começou a se apagar. Os humanos passaram a carregar a Marca Negra e a voltar da morte como mortos-vivos. Para salvar a Era do Fogo, Gwyn foi até a Fornalha e se sacrificou, alimentando a chama com a própria alma.
É esse sacrifício que o morto-vivo é chamado a repetir.
O que vem depois
Quando a chama se apagar de vez, começa a Era das Trevas. É sobre essa escolha que o jogo inteiro gira. Veja Os finais.
O que a abertura conta
Toda a Era do Fogo cabe na abertura do jogo, e Fextralife e Fandom partem do mesmo texto. Na Era dos Antigos, o mundo não tinha forma e estava coberto de névoa. Era uma terra de penhascos cinzentos, arquiárvores e dragões eternos. Então veio o Fogo, e com o Fogo veio a disparidade: calor e frio, vida e morte e, claro, Luz e Escuridão.
Da Escuridão vieram os que encontraram as Almas de Lorde dentro da chama: Nito, o primeiro dos mortos; a Bruxa de Izalith e suas Filhas do Caos; Gwyn, o Lorde da Luz Solar, com seus cavaleiros fiéis; e o pigmeu furtivo, tão facilmente esquecido. A Fextralife usa essa lista para dizer quem fundou a era. A Fandom diz que a Era do Fogo começou quando Gwyn e os outros Lordes derrotaram os dragões e encerraram a Era dos Antigos.
A frase que fecha a abertura dá o tom do jogo inteiro: logo as chamas vão se apagar e só restará a Escuridão. Já agora só há brasas, e os homens não veem a luz, só noites sem fim. E entre os vivos aparecem os portadores da Marca Negra amaldiçoada. Veja A Era dos Antigos.
Cada Lorde, uma arma
A abertura também diz como cada Lorde lutou. Os raios de Gwyn arrancaram as escamas de pedra dos dragões. As bruxas teceram grandes tempestades de fogo. Nito liberou um miasma de morte e doença. E Seath, o Descamado, traiu os seus, e os dragões deixaram de existir.
Os itens repetem a cena. O texto oficial de Lança de luz solar diz que, na guerra que marcou o alvorecer da Era do Fogo, Gwyn empunhou esses raios de sol, que continuam devastadores mesmo enfraquecidos. O de Tormenta de fogo compara as chamas às que as Filhas do Caos usaram contra os dragões ancestrais. A Fextralife lista a lança entre os itens de lore da Era do Fogo, e a Fandom liga a vitória sobre os dragões ao começo da era.
O pigmeu é o único sem arma na história. A abertura não diz o que ele fez na guerra. Kaathe, mais tarde, diz que ele pegou a quarta alma e esperou. Veja O Pigmeu Furtivo.
As almas que fundaram a era
Quatro itens do jogo repetem a mesma frase: a alma foi descoberta no alvorecer da Era do Fogo. A Alma de Lorde de Nito diz que ele administra a morte de todo tipo de ser, e que a alma ainda sacia a Urna do Lorde mesmo depois de ter dado boa parte da energia à morte. A Alma de Lorde do Berço do Caos conta que a Bruxa tentou duplicar a Primeira Chama a partir de uma alma e criou um ser distorcido de caos e fogo, a origem de todos os demônios.
Os dois Fragmentos de Alma de Lorde mostram como Gwyn repartiu a sua. O de Seath diz que ele se aliou a Gwyn contra os dragões e, por isso, ganhou o título de Duque, foi recebido pela realeza e recebeu um pedaço de uma grande alma. O dos Quatro Reis diz que Gwyn reconheceu a perspicácia dos quatro líderes de Nova Londo e lhes deu títulos e fragmentos.
A Fextralife transcreve os quatro textos na página da Era do Fogo, e a Fandom os usa nas páginas de cada Lorde. Todos terminam do mesmo jeito: a alma basta para saciar a Urna do Lorde. Veja As Almas de Lorde.
Anor Londo, o centro do mundo
Durante a Era do Fogo, Gwyn governou os homens a partir de Anor Londo, a cidade dos deuses e capital de Lordran. A Fextralife descreve assim, e a Fandom confirma na página da cidade. É ali que ficam a catedral, os aposentos da princesa e o trono que Gwyn deixou vazio.
Gwyn deu almas poderosas aos que lhe eram fiéis. O texto oficial da Alma de Ornstein diz que Gwyn deu essa alma aos seus quatro cavaleiros de maior confiança. A Fextralife cita esse texto entre os itens da era. A Fandom lista os mesmos quatro: Ornstein, Matador de Dragões; Artorias; Gough; e Ciaran.
Também é dessa época Alvina, a gata branca. O texto do Anel de Alvina diz que ela fala a língua humana, vive desde a antiga Era do Fogo e era amiga de confiança de Artorias e do Grande Lobo Sif. Veja Anor Londo e a ilusão e Os Quatro Cavaleiros de Gwyn.
Anor Londo é também onde a Era do Fogo mais se nota pelo que falta. Quando você chega, a cidade está quase vazia: os deuses partiram, e quem ficou guarda um trono sem rei. As duas wikis descrevem a cidade como abandonada, e o texto da Alma de Ornstein a chama de abandonada cidade de Anor Londo.
O que existia antes do fogo
Alguns itens lembram que nem tudo começou com a chama. O texto oficial do Manto aurinegro diz que Quelana de Izalith, mãe da piromancia e uma das Filhas do Caos, usava aquela roupa antes mesmo da Era do Fogo. A Fextralife cita esse texto entre os itens da era.
Isso confirma que a família da Bruxa já existia quando o mundo ainda era cinza. Os Lordes não nasceram do fogo; eles saíram da Escuridão e foram até ele. A Fandom faz a mesma leitura ao dizer que os Lordes surgiram das trevas para tomar as almas.
Os dragões, por outro lado, pertencem à era anterior. Eles eram eternos, e é contra essa eternidade que o fogo se impõe. Veja Os Dragões Eternos.
O fogo começa a morrer
Nada dura para sempre. As duas wikis dizem a mesma coisa: com o tempo, a Primeira Chama começou a se apagar, e Gwyn decidiu acendê-la ele mesmo para prolongar a sua era.
Três itens mostram o que ele levou e o que deixou. A Coroa do Grande Lorde diz que Gwyn repartiu o poder entre o seu grande clã antes de acender a chama, mas guardou a coroa, talvez como símbolo, já que o poder dela tinha acabado. A Espada grande do Grande Lorde diz que ele dividiu os raios do sol entre os filhos e partiu levando só essa espada. A Alma de Gwyn o chama de Lorde da Luz Solar e das Cinzas, que queimou como cinza para a Primeira Chama.
Os cavaleiros que foram com ele pagaram junto. O texto do Elmo de cavaleiro negro diz que eles acompanharam Gwyn quando ele partiu para acender o fogo e foram reduzidos a cinzas pela chama recém-acesa. Desde então vagam pelo mundo como espíritos. Veja Os Cavaleiros Negros.
A maldição como sintoma
O jogo liga a fraqueza do fogo à Marca Negra. A abertura diz que, entre os vivos, aparecem os portadores da Marca. O texto oficial da Marca Negra diz que os marcados renascem depois da morte, mas um dia enlouquecem e viram Vazios, e que a morte os leva de volta à última fogueira, ao custo de humanidade e almas.
A Fextralife trata a maldição como sinal do fim da Era do Fogo. A Fandom faz o mesmo na página da Marca Negra. Para o jogador, isso tem uma consequência simples: a sua própria imortalidade é prova de que o mundo está apagando. Veja A Marca Negra.
Frampt e a sucessão
Frampt, o Buscador de Reis é a voz que defende a Era do Fogo. Na fala que as duas wikis transcrevem, ele diz que o destino do Morto-vivo escolhido é suceder o Grande Lorde Gwyn, para acender o Fogo, afastar a Escuridão e desfazer a maldição dos Mortos-vivos. Para isso, você deve ir a Anor Londo e obter a Urna do Lorde.
Depois, Frampt explica como encher a urna: com almas poderosas, à altura da grande alma de Gwyn. Ele cita Nito, a Bruxa de Izalith, os Quatro Reis de Nova Londo, que herdaram fragmentos da alma de Gwyn, e Seath, o Descamado, antigo confidente do Lorde.
Quando a urna está cheia, Frampt se despede. Ele diz que não é mais Buscador de Reis, que gosta dos humanos e que deseja que a Era do Fogo continue. Veja A Urna do Lorde e As serpentes primordiais.
O outro lado: Kaathe
Kaathe Espreitador da Escuridão conta a versão oposta. Na fala que as duas wikis transcrevem, ele diz que Gwyn tremeu diante da Escuridão. Agarrado à Era do Fogo, com medo dos humanos e do Lorde Sombrio que um dia nasceria entre eles, Gwyn resistiu ao curso da natureza.
Para Kaathe, o sacrifício de Gwyn não salvou o mundo; ele adiou a era dos homens, a Era das Trevas. E, ao mandar os filhos pastorearem os humanos, Gwyn teria embaralhado o passado deles. A Fextralife fecha a página da Era do Fogo com essa fala; a Fandom resume dizendo que a era foi prolongada de forma artificial pelo sacrifício de Gwyn. Veja A Era das Trevas.
O fim da era é escolha sua
As duas wikis terminam no mesmo lugar. No fim do jogo, depois de derrotar Gwyn na Fornalha da Primeira Chama, o Morto-vivo escolhido decide. Se acender a Primeira Chama, ele se sacrifica como Gwyn fez e adia a Era das Trevas mais uma vez. Se for embora, a chama se apaga e começa a era dos homens.
A Fandom acrescenta que esse ciclo de acender a chama se repete por gerações. Em Dark Souls 1, isso fica implícito na própria figura de Gwyn: o Lorde que você enfrenta já foi o primeiro a fazer a escolha que agora é sua. Veja Os finais.
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Fontes e leituras




