Resumo
Os senhores imortais da Era dos Antigos, quase extintos pela guerra com os Lordes.
Os senhores do mundo
Na Era dos Antigos, o mundo era coberto de névoa, rochedos cinzentos e árvores arqueadas, e os Dragões eternos governavam, imortais. Ninguém se igualava a eles até que os Lordes acharam poder na Primeira Chama.
Seath nasceu deformado, sem as escamas de pedra que davam imortalidade aos irmãos. Ele é considerado o avô da feitiçaria.
Depois da guerra
Os Lordes venceram e começaram a Era do Fogo. Os Dragões eternos ficaram quase extintos, mas deixaram muitos descendentes, maiores e menores, mais ou menos parecidos com os ancestrais.
No Lago das Cinzas, o Dragão de Pedra, descendente dos dragões ancestrais, lidera o pacto do Caminho do Dragão.
Como eram
A abertura do jogo mostra os Dragões eternos como seres enormes, com a pele coberta ao mesmo tempo por escamas de pedra e por uma pelagem escura e eriçada. A cabeça tinha dois chifres retos e a boca guardava duas fileiras de dentes afiados em cada mandíbula.
O dorso terminava numa cauda longa e pesada, e mesmo assim eles voavam com asas de couro, com garras na ponta, como as de um morcego. Muitos tinham dois pares de asas.
Os olhos tinham pupilas verticais, em fenda, próprias de criaturas que viviam num mundo de névoa e penumbra. Esse mesmo olho é o símbolo do pacto do Caminho do Dragão.
Fora os traços de réptil, o corpo era bem menos bestial que o dos descendentes. Os braços terminavam em mãos de quatro dedos, capazes de segurar, e não em garras. O tronco, largo nos ombros e estreito no quadril, lembrava o de um humano.
As escamas de pedra
A imortalidade dos dragões vinha das escamas de pedra. Seath nasceu sem elas, e é justamente por isso que buscou outros caminhos para não morrer.
A descrição oficial da Escama de dragão resume a ligação entre o dragão e o próprio corpo:
> Um dragão é inseparável de suas escamas, e os transcendentes apóstolos, que buscam a eternidade dos dragões antigos, atravessaram o próprio fim do mundo para buscar este tesouro valioso.
Em jogo, a Escama de dragão serve para reforçar armas draconianas. Ela cai de inimigos ligados aos dragões, como as Hidras, o que reforça a leitura de que essas criaturas também descendem deles.
O ponto fraco: o raio
As escamas resistiam a quase tudo, mas cediam ao raio, a forma que o poder do sol assume nos milagres dos Deuses. É por isso que a guerra contra os dragões é contada como a guerra das lanças de raio de Gwyn.
Isso aparece na prática: os descendentes dos dragões que você enfrenta em Lordran, do Dragão Abocanhante a Kalameet, sofrem muito mais com dano de raio do que com fogo ou magia.
O que sobrou dos corpos
Os dragões viraram matéria-prima. Caudas cortadas deram origem às raras armas draconianas, e cada uma conta de que dragão veio:
- Espada de dragonete: feita da cauda de um dragonete. A descrição diz que os dragonetes são vistos como imitadores subdesenvolvidos dos dragões, mas provavelmente são parentes distantes deles.
- Grande espada draconiana: surgiu da cauda do dragão de pedra do Lago das Cinzas, que descende dos dragões ancestrais.
- Machado grande do Rei Dragão: formado pela cauda do Dragão Abocanhante, um distante e deformado descendente dos dragões eternos.
- Espada grande de obsidiana: formada pela cauda do Dragão Negro Kalameet, o último dos dragões ancestrais.
Os ossos também serviram. Segundo a descrição do Osso de dragão, os Deuses fundiram o poder da alma com os grandes ossos dos dragões para criar o núcleo do Golem de Ferro, o guardião da Fortaleza de Sen.
E até um dente bastou para uma lenda. O martelo grande de Havel, a Rocha, foi criado a partir de um dente de dragão eterno:
> Mais rijo do que pedra, este dente de dragão é inquebrável e concede ao seu portador resistência contra fogo e magia.
Como só segurar o dente já protege contra fogo e magia, a leitura comum é que os próprios dragões tinham uma resistência parecida, ainda maior.
Os caçadores de dragões
Gwyn tinha guerreiros dedicados a essa caça. Gough Olhos de Falcão e seus matadores de dragões usavam flechas enormes, quase lanças de ferro, que só podiam ser disparadas por um arco grande próprio. A descrição oficial lembra que essas flechas crivavam carne humana com facilidade.
Gough é também quem derruba Kalameet no Bosque Real, se você pedir a ajuda dele. É a única luta contra um dragão ancestral que o jogo deixa você ver de perto.
Os apóstolos do dragão
Nem todos queriam matar os dragões. Alguns queriam virar um. É a fé do pacto do Caminho do Dragão, guiado pelo Dragão de Pedra no Lago das Cinzas.
A descrição do Olho de dragão explica a crença:
> Ser vivo é ser vulnerável, e nem os implacáveis Deuses excedem esta regra.
Para esses apóstolos, a carne é a maior fraqueza, e a transformação em dragão é o caminho para ir além da vida. As pedras do rito fazem parte disso: a Pedra da cabeça de dragão dá cabeça de dragão e sopro, e a Pedra do corpo de dragão dá torso de dragão e um rugido. As duas descrições avisam que o rito é apenas uma etapa e não pode ser desfeito até a morte.
A transformação é incompleta. Quem usa as pedras ganha traços de dragão, mas continua do tamanho de um humano, sem asas e sem a imortalidade das escamas.
O rito na prática
Quem jura lealdade ao Dragão de Pedra no Lago das Cinzas recebe de imediato a Pedra da cabeça de dragão. Segurando o botão de uso, ela solta um sopro de fogo contínuo que vai drenando a estamina enquanto dura.
A Pedra do corpo de dragão vem depois, quando o fiel já ofereceu Escamas de dragão suficientes para subir no pacto. Ao usá-la, o corpo vira o de uma criatura dracônica até a próxima morte. A defesa continua exatamente a mesma de antes da mudança.
Já transformado, cada novo uso solta um rugido que cria uma onda de choque ao redor, parecida com o milagre Força, e aumenta o dano das armas e dos golpes desarmados por alguns segundos. Os feitiços não recebem esse bônus. Subir de posto no pacto aumenta o alcance do rugido, o bônus de ataque e o dano do sopro.
Sair do pacto não tira as pedras: as duas continuam funcionando, só perdem os bônus que dependem do posto.
Para conseguir mais Escamas, os apóstolos usam o Olho de dragão e duelam com quem carrega escamas. O vencedor leva uma Escama de dragão, e o derrotado não perde nenhuma das suas.
Os descendentes em Lordran
Os Dragões eternos quase sumiram, mas o mundo está cheio de parentes, alguns maiores, outros menores, todos mais distantes do modelo original. Em Dark Souls você cruza com vários:
- Dragão Infernal: o que cospe fogo na ponte do Burgo dos Mortos-vivos é, na verdade, um dragonete, e não um dragão de verdade.
- Dragonetes do Vale dos Dragonetes: os azuis cospem raio em vez de fogo e provavelmente têm a mesma origem do Dragão Infernal.
- Hidras: a aparência de réptil, o sopro e as Escamas de dragão que deixam ao morrer sugerem que também descendem dos dragões.
- Dragão Abocanhante: chefe das Profundezas, um descendente distante e deformado, retorcido pela fome.
- Dragão de Pedra: no Lago das Cinzas, é quem aceita você no Caminho do Dragão.
- Dragões Mortos-vivos: cadáveres de dragões antigos que de algum jeito mantêm uma faísca de vida. Não têm olhos, as asas podres não voam, cospem uma substância tóxica e a metade de trás do corpo pode se soltar e continuar lutando sozinha.
- Bounding Demons: os demônios que pulam em Izalith lembram muito as metades de trás dos Dragões Mortos-vivos. A leitura comum é que são exatamente isso, reanimadas como demônios pelo Berço do Caos.
Ancestral ou descendente
Há uma divergência sobre o Dragão de Pedra. A descrição oficial da Grande espada draconiana o chama de descendente dos dragões ancestrais, e as fontes o tratam assim. Domhnall de Zena, porém, conta um boato de que ele não seria um descendente, e sim um dragão ancestral que sobreviveu. O jogo não confirma nenhuma das duas versões.
Seath, Priscilla e Kalameet
Três figuras resumem o destino da raça. Seath, o Descamado, o dragão albino sem escamas, traiu os irmãos e se aliou a Gwyn. Em troca recebeu um ducado e um fragmento de uma alma de lorde.
Priscilla Mestiça, presa no Mundo da Pintura de Ariamis, é possivelmente fruto de Seath com uma mulher desconhecida. A descrição da alma dela a chama de bastarda mestiça e antítese de toda a vida.
Já Kalameet, o Dragão Negro, vive no Bosque Real de Oolacile e é tido como o último dos dragões ancestrais. Depois da derrota, a luta virou lenda, quase esquecida. Ficaram os itens feitos do corpo dele: a armadura das escamas, o escudo das garras, armas da cauda e o Anel calamitoso, encantado pelo olho alaranjado de Kalameet, o Arauto das Calamidades.
Arquidragões, pedras cintilantes e Lagartos de Cristal
Dragões eternos, dragões ancestrais e arquidragões são nomes diferentes para a mesma raça ao longo da série. Em Dark Souls III, a Pedra Cabeça de Dragão Cintilante é descrita como imbuída com o poder dos dragões eternos e oferecida a um dragão colossal; ela concede a cabeça de um dragão e o sopro junto com uma miragem de arquidragão. A Pedra Torso de Dragão Cintilante segue a mesma ideia para o corpo.
A descrição oficial lembra que essa transformação é só uma imitação: foi o primeiro caso de um humano imitando a forma de um dragão ancestral, e revelou a insignificância da existência humana.
Em Dark Souls, os Lagartos de Cristal são criaturas pequenas que nunca atacam. Fogem quando você se aproxima e somem depois de alguns segundos, e não voltam depois de mortos. Sempre deixam duas Titanitas cintilantes, a titanita que reforça até +5 armas que não podem ser reforçadas normalmente.
Vários ficam em terras ligadas a Seath, o Descamado: três na Caverna de Cristal, num túnel atrás da última ponte invisível, e um na escadaria da Biblioteca do Duque que leva ao primeiro encontro com Seath. O Grande Algar reúne dez deles. O Anel do dragão adormecido, o Anel enevoado e a magia Corpo oculto ajudam a chegar perto antes que fujam.
Próximo capítulo
Fontes e leituras





