Resumo
O pacto de boas-vindas de Thorolund: sem oferendas, sem níveis e com a fama de atrair mais ajuda do que treta no online.
Como entrar e como funciona
Converse com Petrus no Santuário ou com Reah na Paróquia depois de resgatá-la. Cavaleiro e Clérigo começam neste pacto, mas precisam abandoná-lo e descobri-lo por diálogo para registrar a conquista correspondente.
Não possui níveis, oferendas ou recompensa de anel por progressão. Dá acesso antecipado aos milagres de Petrus e favorece encontros com pactos cooperativos. Isso não garante imunidade a invasões. Abandoná-lo não aplica penalidade de nível.
Níveis e recompensas
O Caminho Branco não tem níveis, oferendas nem recompensas por progressão. O ganho é prático: comprar os milagres de Petrus desde o começo e ter prioridade para encontrar pactos cooperativos.
Mais adiante, Reah vende milagres mais fortes e mais baratos a qualquer um, membro ou não. Aí o pacto perde quase toda a vantagem.
Itens do pacto
Petrus vende os milagres básicos de cura e proteção (veja a loja na ficha dele).
Conflitos e cuidados
Sair do Caminho Branco não tira nível nem exige absolvição.
Cavaleiro e Clérigo já começam no pacto; para a conquista de pactos é preciso sair e voltar a entrar pelo diálogo.
Regras online
Você tem prioridade para encontrar jogadores de pactos cooperativos: Caminho Branco, Guerreiro da Luz Solar e Guarda da Princesa.
Isso não bloqueia invasões. Se nenhuma cooperação aparecer, você ainda pode ser invadido.
Membro compra os milagres de Petrus desde o início. Quem não é membro só compra depois que Reah chega ao Santuário, após o Demônio-cabra.
Penalidades
Sair não tem penalidade: o pacto não tem níveis nem oferendas.
Para entrar, Petrus ou Reah precisa estar vivo e não hostil.
Troca e abandono
Ao abandonar um pacto com progressão, normalmente metade das oferendas é perdida e o nível é recalculado. Expulsão por traição é diferente: pode apagar a contribuição e exigir absolvição, se o líder continuar vivo. Não é necessário pedir absolvição após toda troca comum. No Remastered, a fogueira permite trocar entre pactos já descobertos quando suas condições continuam válidas.
Resumo rápido
Líder: Petrus de Thorolund no Santuário do Elo de Fogo, ou Reah de Thorolund na Paróquia dos Mortos-vivos depois do resgate.
Requisitos, níveis e oferendas: nenhum.
Ganho principal: loja de milagres de Petrus aberta desde o começo.
Papel online: afinidade com pactos cooperativos; a proteção contra invasões não tem confirmação.
Começam no pacto: Cavaleiro e Clérigo, mas sem a conquista até saírem e voltarem.
Localização e líderes
Localização principal: Santuário do Elo de Fogo, com Petrus de Thorolund, sentado perto da fogueira desde o começo do jogo.
Localização alternativa: Paróquia dos Mortos-vivos, com Reah de Thorolund, depois de resgatá-la na Tumba dos Gigantes. Antes do resgate, Reah fica no Santuário e depois vai para as Catacumbas.
Requisito: não ter matado Petrus, nem Reah se ela já foi resgatada. Com os dois mortos ou hostis, não há como entrar no ciclo.
Cavaleiro e Clérigo começam no pacto, mas isso não libera a conquista. Saia do pacto e volte pelo diálogo com Petrus ou Reah para registrá-la.
Benefícios na prática
O efeito mais concreto é comercial: membros compram os milagres de Petrus desde o início, como Força, Cura e Regresso. Você não precisa continuar membro para comprar o que já foi liberado; dá para entrar, abandonar e manter a loja aberta mesmo estando em outro pacto.
O efeito online é a afinidade entre pactos cooperativos. Membros encontram com mais facilidade outros membros, e há indícios de que essa afinidade também alcança o Guerreiro da Luz Solar e a Guarda da Princesa. Isso facilita a Ressonância de milagres e afasta, em parte, pactos hostis da sua conexão.
Mais tarde, Reah vende milagres mais fortes e mais baratos para qualquer um, sem exigir o pacto. A partir daí, o Caminho Branco perde quase toda a vantagem.
Loja de Petrus para membros
Preços em almas. Os mesmos itens aparecem na página do personagem.
Item | Tipo | Almas | Para quem serve |
|---|---|---|---|
Cura | Milagre | 4.000 | Cura básica para qualquer build com um pouco de Fé |
Trecho de Grande Cura | Milagre | 10.000 | Cura forte de uso limitado, comum em builds de cooperação |
Buscar orientação | Milagre | 2.000 | Mostra mensagens de desenvolvedor extras pelo mundo |
Força | Milagre | 4.000 | Empurra inimigos e jogadores; útil perto de abismos |
Regresso | Milagre | 8.000 | Volta à última fogueira, como um Osso do regresso reutilizável |
Talismã | Talismã | 1.000 | Catalisador básico de milagres |
Talismã de Thorolund | Talismã | 5.000 | Catalisador com melhor escala de Fé |
Personagens ligados ao pacto
Petrus de Thorolund: líder no Santuário do Elo de Fogo e acompanhante da missão de Reah. Seu papel nessa missão vale ser observado de perto.
Reah de Thorolund: líder alternativa na Paróquia dos Mortos-vivos após o resgate, e vendedora de milagres melhores.
Vince de Thorolund e Nico de Thorolund: os dois guardas que acompanham Reah e ficam presos nas Catacumbas e na Tumba dos Gigantes.
Paladino Leeroy: o primeiro paladino Morto-vivo da fé, enfrentado na Tumba dos Gigantes com Grant e Sanctus.
Oswald de Carim: não pertence ao Caminho Branco, mas também vende milagres e mostra que existem outras vertentes religiosas em Lordran.
O pacto protege contra invasões
Há divergência entre as fontes. Um registro cita testes extensos sugerindo que invasores dão preferência a membros de outros pactos, de modo que um membro do Caminho Branco só seria invadido quando não houvesse outro alvo disponível. Esse mesmo registro aponta que a proteção diminui ou desaparece quando o anfitrião invoca fantasmas aliados, o que costuma atrair invasões logo em seguida.
O outro registro trata a redução de invasões como boato: sem confirmação oficial, não é possível separar o efeito do pacto dos muitos fatores que influenciam o pareamento online.
Na prática, não conte com imunidade. Se você joga humano para invocar ajuda, espere invasores de qualquer jeito.
Níveis, traição e conteúdo cortado
Não existem níveis conhecidos, oferendas nem recompensas por progressão.
Abandonar ou trair não tem penalidade.
Acredita-se que mecânicas de progressão do Caminho Branco teriam sido planejadas em torno da Paróquia dos Mortos-vivos e removidas antes do lançamento.
Quando ficar e quando trocar
O pacto vale a pena no começo, para quem quer milagres cedo. No meio e no fim do jogo, quem prefere seguir em um pacto cooperativo costuma trocar para o Guerreiro da Luz Solar ou para a Guarda da Princesa: os dois oferecem milagres úteis em cooperação e mantêm a mesma afinidade de pareamento.
Como sair não custa nada, também é um bom pacto de passagem: entre para comprar com Petrus e saia quando outro pacto fizer mais sentido.
Lore: a fé de Thorolund
O Caminho Branco é a organização religiosa mais antiga e poderosa ligada à veneração dos deuses de Anor Londo. Seu propósito é manter a influência dos deuses sobre o mundo dos homens e prolongar a Era do Fogo.
Segundo a leitura mais difundida, depois que o primogênito de Gwyn se aliou aos dragões e foi banido, Lloyd, tio de Gwyn, assumiu o poder e se declarou rei dos deuses. Quando quase todas as divindades deixaram Anor Londo, Thorolund passou a ser o centro cultural e político da fé.
Sob Lloyd, o Caminho Branco virou também uma religião militante. Os clérigos de Thorolund marcavam a hierarquia pelas vestes, e os de alto escalão recebiam talismãs que funcionavam até sem fé, graças à proteção de Lloyd. Seus cavaleiros clérigos ficaram famosos por não recuar em batalha, com machados abençoados e milagres de cura e combate, e pela tradição de caçar Mortos-vivos, vistos como amaldiçoados. Os próprios cavaleiros temiam os duelos de julgamento do deus, executados pela sua espada da lei; clérigos insatisfeitos eram mandados em jornadas espirituais para testar a fé, uma forma educada de exílio.
A igreja criou os braseiros divinos, que infundem armas com a magia sagrada dos deuses, e treinava ferreiros escolhidos nessa arte. Foi também o Caminho Branco que fez seu primeiro paladino Morto-vivo entre os soldados de Havel: o Paladino Leeroy recebeu uma armadura dourada, as armas lendárias Grant e Sanctus e uma chama branca eficaz contra as trevas, e foi enviado a Lordran na primeira missão de Mortos-vivos da fé.
Missões posteriores buscaram o rito secreto de alimentar fogueiras com Humanidade. Uma delas trouxe Reah de Thorolund, última filha da casa real, acompanhada por Vince de Thorolund e Nico de Thorolund. O destino desse grupo nas Catacumbas e na Tumba dos Gigantes mostra o quanto a fé de Thorolund manda seus fiéis ao perigo sem amparo.
Depois de Dark Souls
Nas sequências, o Caminho Branco continua de pé mesmo sem pacto jogável com esse nome. Gwyndolin assume o título de rei dos deuses e o comando da fé, e o culto de Lloyd é rejeitado como fraude; seguidores do deus destronado buscam refúgio num mundo pintado levando os milagres antigos. A fé cresce em Carim, com donzelas, guardiãs do fogo e missões distantes, e mais tarde se divide entre a igreja de Carim e a de Irithyll, quando Sulyvahn se aproveita da doença de Gwyndolin.
Em Carim, a leitura de lendas antigas em livros sagrados continua, a fé nas palavras dos cegos ganha peso a ponto de produzir tomos em braile com milagres avançados, e arquidiáconos usam vestes ricamente ornamentadas. O cavaleiro Morne vira apóstolo do arcebispo de Carim, e sua influência chega à própria catedral. Os clérigos de Carim também passam a criar anéis proibidos e sinos que misturam inteligência e fé para lançar milagres que se aproximam das trevas. Uma catedral dedicada à deusa Caitha é erguida com o objetivo de purificar os humanos das trevas estagnadas dentro deles.
Para o jogador de Dark Souls, o recado é que o pacto tem pouca mecânica, mas é o elo mais antigo de uma fé que atravessa a série: Petrus, Reah e Leeroy são as primeiras peças de uma instituição que continua crescendo, se dividindo e escondendo segredos.
Curiosidades e conquista
A inspiração na igreja cristã medieval é evidente: templos de estilo gótico e neoclássico, vestes parecidas com as de cardeais e títulos como arquidiácono, bispo e arcebispo.
Nas sequências, a diferença de termos japoneses usados para os arcebispos de Carim e os de Irithyll sugere um cisma inspirado na separação entre as igrejas católica e ortodoxa.
Conquista: descobrir o pacto conta para Pacto: Caminho Branco, de bronze no PlayStation e 15 pontos no Xbox.
Dúvidas comuns, respondidas
Preciso de Fé para entrar — Não. Basta falar com Petrus ou Reah; não há requisito de atributo nem de item.
Perco os milagres comprados se sair — Não. Milagres comprados ficam com você, e a loja de Petrus continua aberta depois que ele vende para você como membro.
Começar como Clérigo ou Cavaleiro conta para a conquista — Não. É preciso sair do pacto e voltar a entrar falando com o líder.
Se eu matar Petrus, ainda posso entrar — Só por Reah, depois de resgatá-la e enquanto ela estiver viva e não hostil.
O Caminho Branco impede invasões — Não há garantia. As fontes divergem sobre o quanto ele reduz invasões, e invocar fantasmas anula qualquer vantagem.
Há algum item exclusivo — Não. O pacto não tem oferenda nem recompensa por nível; o ganho é a loja aberta cedo e a afinidade com pactos cooperativos.
Vale para quem joga offline — Só pela compra antecipada de milagres. Sem conexão, o efeito de pareamento não existe.
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